João Paulo II saudou todos os presentes neste Encontro de Oração pela Paz. Depois de evocar o primeiro encontro em 1986, disse qual é a razão da presença de todos: rezar pela paz, dom de Deus que devemos pedir com confiança. Foi com essa intenção que o encontro foi convocado, os presentes foram convidados e todos se decidiram a entrar no "combóio da paz", que fez uma pausa em Assis e, agora, vai continuar a sua viagem pelo mundo, acolhendo nas suas carruagens todos os homens de boa vontade que olham a paz como bem a alcançar pela conversão do coração e nunca pela força das armas. Estas foram as suas palavras de saudação, que pronunciou ao chegar a Assis:
1. Acolho-vos a todos com muita alegria e dirijo a cada um a minha
cordial saudação de boas-vindas. Obrigado por terdes aderido ao meu convite,
intervindo, aqui em Assis, neste encontro de oração pela paz. Ele traz-me à
mente o de 1986 e constitui um seu prolongamento. O fim é sempre o mesmo,
rezar pela paz, que é acima de tudo um dom de Deus a implorar com fervorosa e
confiante insistência. Nos momentos de mais intensa apreensão pelos destinos
do mundo, dá-se conta com maior vivacidade do dever de nos empenharmos
pessoalmente na defesa e na promoção do bem fundamental da paz. 2. Dirijo
uma particular saudação ao Patriarca ecuménico, Sua Santidade Bartolomeu I
e a quantos o acompanham; ao Patriarca de Antioquia e de todo o Oriente, Sua
Beatitude Inácio IV; ao Catholicos Patriarca da Igreja Assíria do Oriente,
Sua Santidade Mar Dinkha IV; ao Arcebispo de Tirana, Durres e de toda a
Albânia, Sua Beatitude Anastas; aos Delegados dos Patriarcas de Alexandria,
Jerusalém, Moscovo, Sérvia, Roménia; das Igrejas ortodoxas da Bulgária,
Chipre, Polónia; aos Delegados das Antigas Igrejas do Oriente: o Patriarcado
Sírio-ortodoxo de Antioquia, a Igreja Apostólica Arménia, o Catholicossato
Arménio da Cilícia, a Igreja ortodoxa da Etiópia, a Igreja ortodoxa
sírio-malancar. Saúdo os representantes do Arcebispo de Cantuária, Sua
Graça Jorge Carey, os inúmeros representantes das Igrejas e Comunidades
eclesiais, Federações, Alianças cristãs do Ocidente; o Secretário-Geral
do Conselho Ecuménico das Igrejas e os representantes do Hebraísmo mundial,
que aderiram a este especial Dia de oração pela paz. 3. Do mesmo modo,
desejo apresentar as minhas cordiais boas-vindas aos representantes das
diversas confissões religiosas: aos representantes do Islão, que vieram da
Albânia, Arábia Saudita, Bósnia, Bulgária, Egipto, Jerusalém, Jordânia,
Irão, Iraque, Líbano, Líbia, Marrocos, Senegal, Estados Unidos da América,
Sudão e Turquia; aos representantes da Budismo, chegados de Formosa e da
Grã-Bretanha, e aos do Hinduísmo, vindos da Índia; aos representantes
pertencentes à religião tradicional africana, que vêm do Gana e do Benim,
assim como àqueles que vêm do Japão em representação de diversas
religiões e movimentos; aos representantes Sikh da Índia, Singapura e
Grã-Bretanha; aos delegados do Confucionismo, do Zoroastrismo e do Jansenismo.
Não me é possível citá-los a todos, mas quero que a minha saudação não
esqueça nenhum de vós, gentis e amáveis convidados, a quem agradeço mais
uma vez terdes aceitado tomar parte nesta jornada tão significativa. 4. O meu
reconhecimento vai também para os veneráveis Cardeais e Bispos aqui
presentes; em particular para o Cardeal Edward Egan, Arcebispo de Nova Iorque,
cidade tão duramente atingida nos trágicos acontecimentos de 11 de Setembro;
saúdo ainda os representantes do Episcopado das nações, onde mais se
observa a exigência da paz. Dirijo um especial pensamento ao Cardeal
Lourenço Antonetti, Delegado Pontifício para a Patriarcal Basílica de São
Francisco de Assis e aos queridos Frades Menores Conventuais que, como sempre,
nos oferecem um generoso acolhimento e uma familiar hospitalidade. Saúdo
respeitosamente o Presidente do Conselho dos Ministros italiano, Deputado
Sílvio Berlusconi, o Ministro para as Infra-Estruturas e os Transportes e as
outras Autoridades que nos honram com a sua presença, assim como as Forças
de Polícia e todos os que estão a desenvolver algum esforço para assegurar
o bom andamento desta Jornada. A minha saudação, por fim, é para vós,
caríssimos Irmãos e Irmãs aqui presentes e, especialmente, para vós, caros
jovens que estivestes em vigília durante toda a noite. Deus conceda que, para
o mundo inteiro, nasçam do encontro de hoje aqueles frutos de paz, que todos
desejamos do íntimo do coração.