Em
reunião com prefeitos, Lula disse que obras suspeitas de irregularidades, não
devem ser paralisadas. Claro, pelo bem da campanha eleitoral de 2010. Que se
dane se o dinheiro público estiver sendo roubado.
Ele está errado? Depende. Mas depende de que? Depende da ótica. Para meus
conceitos de ética ele está dando carta branca aos ladrões. Para os conceitos de
ética dele...mas quais conceitos e qual ética Lula tem?
Quanto mais passa o tempo cada vez mais me convenço que este Luiz Inácio é um
salafrário, ou pelo menos age como se fosse. Há tempos citei em um artigo a
infame teoria que rege a vida de Lula, segundo suas próprias palavras, de que
achado não é roubado. Em maio deste ano li uma matéria da revista IstoÉ com
Denise Paraná, uma escritora que nada sei a seu respeito além de que é amiga de
Lula e o admira, o que pra mim já basta para ter as piores impressões e
acreditar que ela vê luzes quando Lula fala. A matéria é sobre o livro escrito
pela Denise sobre a vida de Lula e como ele, segundo ela, "driblou o destino".
Ôpa! Qual foi o drible? E o destino, qual é? Uma das tristes lembranças de Lula,
diz a escritora, foi que ele e sua família nunca comiam carne. "A carne que a
gente comia era a mortadela que meu irmão roubava na padaria em que ele
trabalhava", relatou Lula no livro.
Não é lindo? Quando o irmão roubava. Veja a singeleza do ato! Isto é de um
drible fenomenal. Drible no caráter, na ética, na honestidade e na polícia. O
irmão roubava do patrão, mas sempre se safou e nunca foi preso.
Que drible!
Esse mesmo irmão, um sortudo!!!, foi responsável pela mudança na vida da
família. Sortudo, achou um pacote de dinheiro (cerca de 34 salários mínimos)
embrulhado num jornal, embaixo de um carrinho. Como ninguém reclamou ele roubou
o dinheiro. Mas ai a escritora amiga de Lula arremata, "usou-o para quitar o
aluguel atrasado em cinco meses e financiar a mudança da família para a Vila
Carioca, em São Bernardo do Campo". Como se fizesse diferença usar para pagar
aluguel ou para beber com prostituta.
Roubo é roubo, não interessa a causa nem a quantia. Ladrão é ladrão.
Ou seja, Lula foi criado em um ambiente delinqüente onde o roubo e o desvio de
conduta eram encarados como sorte, como drible. Não tem em sua programação
princípios fundamentais como o respeito ao próximo.
Lula não driblou seu destino, como afirma a escritora. Ele forjou uma vida se
apossando do que não é dele. Foi programado para isso. Para não ter caráter.
Lula é uma massa amorfa moldada pelo que há de pior no ser humano.
Adriana Vandoni, é economista especialista em Administração Pública pela
Fundação Getúlio Vargas/EBAPE – Rio de Janeiro. Professora universitária e
comentarista política e também editora-chefe do site
"Prosa & Política".
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