Elogios internacionais à política externa de Berlusconi

Edoardo Pacelli

 

Obama, Berlusconi e MedvedevEnquanto a mídia brasileira se preocupa muito com as estátuas de Marte e Venus, restauradas pelo primeiro ministro italiano, a política externa italiana e seu artífice, Silvio Berlusconi, colhem contínuos elogios dos mais importantes representantes da diplomacia internacional. Primeiramente, houve o agradecimento à Itália por parte do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, por mais uma contribuição do governo italiano, que enviou ao Afeganistão outros 200 homens para treinar a polícia local. O Secretário quis mostrar publicamente ao Ministro do Exterior, Franco Frattini, o agradecimento pela ação que as Forças Armadas italianas desenvolvem no atormentado País asiático.

Por outro lado, o Presidente Obama, apertando a mão do ministro das relações exteriores italiano, assim o cumprimentou: “How are you Franco? Obrigado pela nova contribuição italiana no Afeganistão”, enquanto, na sessão plenária, durante a cúpula da OTAN em Lisboa, já tinha agradecido publicamente o Primeiro Ministro Silvio Berlusconi.

Outro importante reconhecimento pela significativa obra diplomática do Primeiro Ministro italiano chegou, em seguida, do Chefe do governo russo, Dmitry Medvedev, o qual, durante o encontro bilateral que aconteceu entre a Itália e a Rússia, expressou sua satisfação a Berlusconi, dizendo: “Desejo te agradecer, Sílvio, pelo seu papel, sempre construtivo e amigável”. Com estas palavras, Medvedev quis evidenciar os grandes avanços alcançados este ano, graças à preciosa atividade diplomática, que conseguiu tornar novamente satisfatórias as relações entre a potência russa e a OTAN. Medvedev acrescentou que as relações entre a Itália e a Rússia constituem verdadeiro exemplo de colaboração.  Continuou, depois, com uma afirmação muito significativa: “Com você, Sílvio, a Guerra Fria está ultrapassada!” Com estas palavras, o Presidente russo quis sublinhar a paciente obra de Berlusconi que conseguiu a reaproximação entre Obama e o Kremlin, cujas relações entraram em crise por causa dos acontecimentos na Geórgia e pelo desejo norte-americano de construir um sistema antimísseis. A Rússia, graças à atividade persuasiva de Berlusconi, aceita o convite da OTAN de participar do escudo antimíssel, que foi aprovado, no dia 18, pelos 28 membros da OTAN.