O futuro Tratado constitucional da União Europeia deve reconhecer as raízes cristãs comuns do Continente

Alocução mariana de Sua Santidade o Papa - (©L'Osservatore Romano - 22 de Fevereiro de 2003)

Caríssimos Irmãos e Irmãs
1. Na passada sexta-feira, 14 de Fevereiro, celebramos a festa dos Santos Cirilo e Metódio, Apóstolos dos Eslavos e co-Padroeiros da Europa. Tendo nascido em Salonica na primeira metade do século IX e tendo-se formado na cultura bizantina, os dois irmãos assumiram corajosamente a tarefa de evangelizar as populações eslavas da Grande Morávia, no centro da Europa. Uma característica do seu apostolado foi manterem-se sempre fiéis tanto ao Romano Pontífice como ao Patriarca de Constantinopla, respeitando as tradições e a língua dos povos eslavos. Animava-os um profundo sentido da Igreja una, santa, católica e apostólica, enquanto a invocação de Jesus "ut unum sint" (Jo 17, 11) constituía o seu distintivo missionário. Oxalá o seu exemplo e a sua intercessão ajudem os cristãos do Oriente e do Ocidente a reconstruir a plena unidade entre eles (cf. Ep. Enc. Slavorum apostoli, 13; AAS 77 [1985], 794-795).
2. A herança dos santos Cirilo e Metódio é preciosa também sob o perfil cultural. Com efeito, a sua obra contribuiu para a consolidação das comuns raízes cristãs da Europa, raízes que, com a sua linfa, impregnaram a história e as instituições européias. Precisamente por isso se pediu que, no futuro Tratado constitucional da União Européia, não deixe de se conceder um espaço a este patrimônio comum ao Oriente e ao Ocidente. Uma referência como esta nada tirará à justa laicidade das estruturas políticas (cf. Lumen gentium, 36; Gaudium et spes, 36, 76) mas, ao contrário, ajudará a preservar o Continente, por um lado, do duplo perigo do laicismo ideológico e, por outro, do integralismo sectário.
3. Unidos pelos mesmos valores e recordando o próprio passado, os povos europeus poderão desempenhar plenamente o seu papel na promoção da justiça e da paz em todo o mundo. Para esta finalidade rezemos a Maria Santíssima e aos Santos Padroeiros da Europa.

Emendamento proposto dal vicepresidente del Consiglio, Gianfranco Fini

L'Unione Europea riconosca ''le comuni radici giudaico-cristiane come valori fondanti del suo patrimonio''. E' il contenuto di uno degli emendamenti presentati, a nome del governo, dal Vicepresidente del Consiglio Gianfranco Fini, al progetto per il testo della nuova Costituzione europea. Le modifiche proposte dal vicepremier mirano inoltre al riconoscimento del rispetto della persona e della vita umana. 'L'Unione -si legge nel primo emendamento presentato- riconosce le comuni radici giudaico-cristiane come valori fondanti del suo patrimonio''. Con l'altra modifica proposta si chiede di riscrivere i paragrafi dall'1 al 4 dell'articolo 3 del nuovo Trattato, per cui ''l'Unione si prefigge i seguenti obiettivi: promuovere un equilibrato progresso economico e sociale dei suoi cittadini, assicurando il funzionamento del mercato unico e della unione economica e monetaria, il rafforzamento della coesione economica e sociale, il perseguimento della giustizia sociale, della piena occupazione e di un tenore di vita elevato''. L'Ue inoltre e' chiamata a ''promuovere i suoi valori, e in particolare il primato della persona umana, attraverso il rispetto reciproco tra i popoli, l'eliminazione della poverta', il rispetto della vita, la tutela dell'infanzia e della famiglia, il perseguimento delle pari opportunita', della solidarieta' tra le generazioni, della sostenibilita' dello sviluppo, del progresso scientifico e tecnologico''. E' inoltre necessario ''affermare la sua identita', la sua indipendenza, e i suoi interessi sulla scena internazionale mediante l'attuazione di una politica estera, di sicurezza e difesa comune nella rigorosa osservanza del diritto internazionale come base per la pace tra gli Stati e i popoli''. Infine l'Ue e' chiamata a ''rafforzare uno spazio di liberta', sicurezza e giustizia, in conformita' ai suoi valori condivisi e nel rispetto della ricchezza della sua diversita' culturale''.