Propostas de interesse público.

O senador Jorge BornhausenO PFL já definiu seus rumos depois das eleições. Em nota oficial, lida pelo senador Jorge Bornhausen na tribuna do Senado, as coisas ficam claras: “O PFL acata e respeita a decisão do voto popular. O povo escolheu quem exercerá o poder em seu nome, prerrogativa democrática essencial”.

Em seguida, enfrenta também de forma clara a questão do dossiegate: promete que não politizará o assunto, mas lembra que “caberá à Justiça Eleitoral, no âmbito do estado de direito decidir sobre processos em andamento”.

Há outro trecho que merece atenção especial: “O PFL, com sua expressiva representação, tanto nacional, como estadual e municipal aceita, mais uma vez, com honra e altivez, o papel de oposição, não como condenação – pois não cometeu crimes, não se corrompeu, não se deixou subornar por cargos ou barganhas – mas como mandato atribuído por parcela considerável dos eleitores e que deve exercê-lo, através das tribunas populares, da imprensa e das largas, numerosas e imperativas prerrogativas do Congresso Nacional. Considera que lhe cabe vigiar, denunciar e, sem ressentimentos ou prevenções, fazer propostas de interesse público.

O senador Jorge Bornhausen disse ontem na tribuna do Senado que “o PFL não se rende, não adere e, sem ressentimentos, respira e reassume seu papel. Esta é a única atitude digna de partidos que disputam eleições democráticas”.

Para o presidente do PFL “há os que perdem e se rendem, desonrados; há os que perdem e aderem, covardes, indignos da causa que defenderam; há os que perdem, reconhecem realisticamente que perderam, e se recolhem ao seu território, com humildade e altivez, para a indispensável autocrítica, e, principalmente, a própria reorganização e reestruturação de idéias e programas.”

Depois de lembrar que “democracia é o bem civilizador mais importante conquistado por uma sociedade” e que “sem eleições livres e periódicas não há democracia” o presidente do PFL foi claro: “A rota da Oposição só levará a uma futura vitória eleitoral se a largada for uma precisa definição de objetivos, pontos programáticos e, principalmente, muita firmeza para isolar na hora em que se revelarem, os fracos, indignos, trânsfugas, indisciplinados e individualistas, antes que suas traições comprometam a longa vigília de trabalho e resistência. E é por aí que devemos começar.”