Quatro questões a Gilberto Ramos, candidato a deputado estadual

Redação de ITALIAMIGA

ITALIAMIGA pôs, ao economista Gilberto Ramos, candidato a deputado estadual, quatro questões sobre alguns assuntos de extrema importância para os habitantes do estado do Rio de Janeiro:
1 A impunidade parlamentar;
2 A favelização;
3 A segurança pública;
4 A educação e a Saúde.

O candidato deu as seguintes respostas:

1 - impunidade parlamentar: a imunidade parlamentar é um instituto jurídico saudável, porém, foi deturpado quando levado ao exagero. Os crimes comuns não podem ser relevados. A imunidade deve proteger o parlamentar contra os chamados crimes de opinião. Dái para a impunidade generalizada vai uma grande distância. Há vários projetos sobre imunidade que estão paralizados no Congresso por conta do corporativismo. Os crimes de ordem fiscal não poderiam ser incluidos entre os que se benficiam da imunidade.

2 - favela: este é um problema urbanístico mais do que social. Há muitos favelados que teriam renda para comprarem um pequeno terreno. Depois, usando o cooperativismo como regra, as casas poderiam ser edificadas. O meu bom amigo Hernando de Soto, professor da Universidade de Lima, mostra vários exemplos no Egito de comunidade que conseguiram passar da favela para bairros pobres, porém urbanizados. O livro chama-se Economia Subterrânea ou El Otro Sendero.

3 - A segurança pública: é a vertente de vários problemas que nos assolam. Educação a longo prazo, legislação a médio prazo e repressão a curto prazo são terapias inadiáveis. A impunidade que vem de cima é um mau exemplo e estimula ainda mais a repetição do crime. Privatizar as penitenciárias é uma medida que poderia ser tomada de imediato e não interfere nas demais ações que deveriam ser tentadas.

4 - Educação e Saúde: são duas atividade em que, por uma cultura caolha, acabamos confundindo público com estatal. A gestão privada de serviços públicos é uma recomendação da ONU e tem sido exitosa em muitos países emergentes. Mas, para isso, é preciso exorcizar a idéia de que o Estado é um Bom Samaritano.