Tradução e vocabulário da música "À PARIS", de Francis Lemarque, no ar, dia 5 de abril de 2009

  

À PARIS              chante Yves Montand, musique de  de Francis Lemarque

 

Des milliers des milliers et des milliers d'années

Ne sauraient suffire pour dire

La petite seconde d'éternité

 

Où tu m'as embrassé, où je t'ai embrassée

Un matin dans le lumière de l'hiver

Au parc Montsouris à Paris

À Paris sur la Terre

La Terre qui est un astre

Milhares, milhares e milhares de anos

 

Não seriam suficientes para expressar

o mínimo segundo (o segundinho) de eternidade

quando tu me beijaste, quando eu te beijei,

um dia, pela  manhã, sob luz do inverno

no Parque Montsouris, em Paris,

em Paris, aqui na Terra mesmo,

na Terra que é um astro

 

À PARIS                           Chante Yves Montand – Paroles et musique, Francis Lemarque

A Paris                                                          

Quand un amour fleurit

Ça fait pendant des semaines                       

Deux cœurs qui se sourient                          

Tout ça parce qu'ils s'aiment

A Paris

 

Au printemps

Sur les toits les girouettes

Tournent et font les coquettes

Avec le premier vent

Qui passe indifférent nonchalant                

Car le vent

Quand il vient à Paris                                   

N'a plus qu'un seul souci

C'est d'aller musarder

Dans tous les beaux quartiers de Paris.        

Le soleil qui est son vieux copain

Est aussi de la fête

Et comme deux collégiens

Ils s’en vont en goguette dans Paris                                                                                    Et la main dans la main

Ils vont sans se frapper

Regardant en chemin                                    

Si Paris a changé

 

Y a toujours

Des taxis en maraude          

Qui vous chargent en fraude

Avant le stationnement

 

Où y a encore l’agent des taxis

 

Au café on voit n´importe qui

Qui boit n’importe quoi

Qui parle avec ses mains

Qu’est là depuis le matin au café

 

Y a la Seine

A n’importe quelle heure

Elle a ses visiteurs

Qui la regardent dans les yeux

Ce sont ses amoureux à la Seine

 

Et y a ceux

Ceux qui ont fait leur nid

Près du lit de la Seine

Et qui se lavent à midi

Tous les jours de la semaine dans la Seine

 

Et les autres

Ceux qui en ont assez           

Parce qu’ils en ont vu de trop           

Et qui veulent oublier

Alors y se jettent à l’eau, mais la Seine

Elle préfère

Voir les jolis bateaux

Se promener sur elle

Et au fil de son eau

Jouer aux caravelles sur la Seine

 

Les ennuis

Y’en a pas qu’à Paris

Y’en a dans le monde entier

Oui mais dans le monde entier

Y a pas partout Paris, v’là l’ennui

 

Voilá l´ennui

 

A Paris, au quatorze juillet

A la lueur des lampions

On danse sans arrêt

Au son de l’accordéon dans les rues.

 

Depuis qu’à Paris

On a pris la Bastille

Dans tous les faubourgs

Et à chaque carrefour,

Il y a des gars et il y a des filles

Qui sur les pavés

Sans arrêt nuit et jour

Font des tours et des tours à Paris    

Em Paris,

quando o amor floresce,

durante semanas e semanas

dois corações se olham, sorrindo.

Tudo isto, porque eles (simplesmente) se amam

Em Paris (na cidade de Paris).

Na primavera,

sobre todos os telhados, os cata-ventos

giram e mostram-se coquetes, sedutores

com o primeiro vento

que passa, indiferente, indolente, negligente

Pois o vento,

quando (visita) vem  a Paris,

tem uma única preocupação (cuidado):

ele quer passear ao acaso (e se distrair)

por todos os belos bairros de Paris.

O sol, que é seu velho companheiro (amigo)

também gosta de festa (ele é de festa).

E, como dois coleguinhas de escola,

lá vão eles, alegres, tocados, bebinhos,

a passear por todos os cantos de Paris.

E, mão na mão (de mãos dadas),

lá vão eles, sem se machucar, sem se bater,

olhando (observando), pelo caminho,

se Paris mudou (se continua a mesma).

 

Em Paris há, sempre,

taxis, cheios de malandragem

que aceitam passageiros, cometendo fraude,

antes do estacionamento (que lhes é destinado),

e onde ainda se postam os guardas que se ocupam dos táxis.

No café (bar) vemos pessoas

bebendo qualquer coisa (não importa o quê)

falando com as mãos, gesticulando,

e que lá estão, naquele mesmo bar, desde cedo, (desde o início da manhã).

E há o rio Sena,

a qualquer momento, a qualquer hora...

O rio Sena recebe seus visitantes

que o olham, olhos nos olhos ;

são eles os grandes apaixonados pelo Sena.

 

E ainda há aqueles,

aqueles (pobres) que fizeram seus ninhos,

próximo ao leito do Sena,

e que se lavam ao meio-dia,

todos os dias da semana, nas águas do Sena

 

E há outras pessoas,

são aquelas que se sentem saturadas

porque viram coisas demais (nesta vida)

e que desejam esquecer (e querem morrer);

então elas se lançam nas águas do rio, mas o Sena, o rio Sena prefere

ver e receber os bonitos (belos) barcos

que passeiam sobre suas águas

e que, ao longo do fio de suas linfas, brincam, fazendo de conta que são bonitas caravelas deslizando sobre o Sena.

Os aborrecimentos, as contrariedades.

não existem somente em Paris;

as chateações existem pelo mundo inteiro;

é isso mesmo; mas no mundo inteiro

não existe Paris assim... (espalhada) por todos os lados; e é isso o que incomoda.      

Eis o que chateia (aborrece, incomoda)

 

Em Paris, no dia 14 de julho (comemoração da Revolução Francesa), à luz dos lampiões,

nós dançamos, sem parar, dançamos

pelas ruas, ao som dos acordeões.

 

Desde o momento em que, em Paris,

aconteceu a queda da Bastilha

em todos os arrebaldes (subúrbios)

e a cada cruzamento,

há rapazes e moças

que, pelas calçadas,

passeiam, caminham, noite e dia, sem parar,

dando voltas e mais voltas, por Paris.

 

Vocabulaire de la chanson A PARIS (Eunice Khoury conta com o apoio de © Porto Editora, Lda. - 2001 e de © Hachette Multimédia / Hachette Livre, 2002)

 

MONTSOURIS (parc)  Jardin de Paris (XIVe arr.) aménagé entre 1867 et 1878.

 Le parc Montsouris est un jardin public situé dans le quartier du même nom, au sud de Paris, dans le 14e arrondissement. Pendant méridional du parc des Buttes-Chaumont, ce parc à l'anglaise aménagé à la fin du XIXe siècle s'étend sur 15 hectares. Endroit calme, il est planté de nombreuses espèces végétales et abrite un grand nombre d'espèces d'oiseaux.

 

TOIT – [twa] s. m.  telhado. Fig: habiter sous le toit = viver no sótão; fig. teto, abrigo; recevoir quelqu'un sous son toit = oferecer um teto a alguém; vivre sous le même toit = viver debaixo do mesmo teto; (automóvel) tejadilho (teto de veículo); toit ouvrant = teto de abrir; ♣ crier quelque chose sur les toits = espalhar aos quatro ventos.

 

GIROUETTE (giruét) s. f. Cata-vento, ventoinha; fig. cata-vento, pessoa volúvel.

 

COQUET, coquette – Coquete, sedutor, sedutora (etc).

 

NONCHALANT [nonchalãn] adj. indolente, preguiçoso; desleixado, negligente;

 

MUSARDER [myzaRdê] v.intr.; distrair-se com ninharias, perder tempo;

· popular: vaguear, andar ao acaso.

 

GOGUETTE [gôguét] [elemento de locução] familiar: en goguette = tocado, com um grão na asa, de pileque; être en goguette = estar tocado, estar alegre, alegrinho.

 

MARAUD, aude   n. (antigo) Coquin, fripon. De forma safada, sem vergonha, malandra.

            MARAUDAGE [maRôdaj] s. m. · pilhagem, ladroeira; · saque.

 

Seine (la), fleuve de France (776 km) qui draine le Bassin parisien; née sur le plateau de Langres à 471 mètres d’altitude, elle pénètre en Champagne, où elle arrose Troyes; elle reçoit l’Aube, puis longe la côte d’Île-de-France. Après Montereau, grossie de l’Yonne, elle traverse la Brie. Aux environs de Paris, elle reçoit ses principaux affluents, la Marne et l’Oise. Son cours forme des méandres accusés à partir de la capitale, notamment dans sa basse vallée. Elle passe à Rouen et se jette dans la Manche par un vaste estuaire sur lequel est établi Le Havre. Fleuve calme et régulier, la Seine est une magnifique voie de pénétration. De Paris à la mer, c’est un axe commercial important.

 

Rio Sena, rio francês que banha a capital, Paris, tem 776 kms de extensão. Nasce na planura de Langres, a 471 m de altitude, e desagua no Canal da Mancha, perto de Le Havre. 

Abaixo, o Sena na região parisiense.

 

ASSEZ [asê] adv. · suficiente, suficientemente, quanto basta; avoir assez de =

ter o bastante, que chegue; est-ce qu'il y a assez de sel dans la soupe? = a sopa tem sal suficiente?; il ne dort pas assez! = ele não dorme o suficiente!; · bastante; razoavelmente; ce livre est assez intéressant = este livro é bastante interessante; interj. basta!; assez de discours! = basta de discursos! ♣ en avoir assez de = estar farto de.

 

ENNUI [ÃnHí] s. m.  aborrecimento, dissabor; · tédio, melancolia; · dificuldade;

avoir des ennuis d'argent = ter dificuldades financeiras;  antiquado tormento.

 

FAUBOURG [fôbuR] s. m. Arrabalde, subúrbio; bairro suburbano; população suburbana.

 

CARREFOUR [kaRfuR] s. m. (ruas, estradas) cruzamento; il y a un feu rouge au carrefour = há um sinal vermelho no cruzamento; fig.:encruzilhada, ponto de  encontro; le carrefour de deux civilisations = o ponto de encontro de duas civilizações;

· fig.: viragem, encruzilhada; se situer au carrefour de sa vie = encontrar-se na encruzilhada da sua vida; colóquio, encontro; carrefour sur l'union européenne = colóquio sobre a união europeia; ♣ Science Carrefour = ciência que se encontra na interseção de outras ciências.

GARS [gA] s. m. familiar rapaz, moço, jovem; beau gars = bonito rapaz; des gars du milieu = moços da terra, do local; eh les gars! = olá rapazes!; grand gars =  rapagão.

 

Pavé [pavê] s. m. Calçada; pavimento; empedrado; calçada; rua, via pública; battre le pavê = andar ao deus-dará, vaguear pelas ruas, vadiar; fam. batteur de pavê = vadio, vagabundo; fig.:brûler le pavê = passar a grande velocidade, ir a todo o gás; être sur le pavê = estar desempregado, não ter eira nem beira, estar a rua; (emprego) mettre sur le pavê = pôr no meio da rua, despedir; rester sur le pavé = ficar no meio da rua; en sortir de dessous les pavés = parecer sair do chão, haver em abundância. Calçada; paralelo;laje; avoir un pavé sur l'estomac = ter um peso no estômago; fig.naco; · fam. calhamaço, tijolo; INFORMÁTICA: bloco; adj. pavimentado, calçado, empedrado; tenir le haut du pavê = estar no máximo, no auge.